Nata Forrozeira presta homenagem aos grandes mestres com show especial

Mestres da atualidade cantam os grandes mestres que deixaram saudade

Acabou a espera! A atração ‘Grandes Mestres’ na programação do Nata Forrozeira 2019 levantou muitas dúvidas e os forrozeiros perguntavam se seria uma banda nova, um arrumadinho especial… Finalmente revelamos a surpresa!!!

A atração, que dá nome à festa deste ano, é uma forma singela que encontramos de prestar honra aos mestres forrozeiros que gravaram seus nomes na história da música, nos nossos corações e deixaram uma saudade profunda.

Convidamos Kojak que vai prestar homenagem ao seu padrinho Jackson do Pandeiro, Mestre Marrom que vai cantar os sucessos de Mestre Zinho, Dió Araújo vai emocionar relembrando Dominguinhos e Benício Guimarães vai fazer um som especial com o melhor de Luiz Gonzaga.

O show para lá de especial vai ser emocionante!! Vamos relembrar dos que se foram na voz dos maiores interpretes da atualidade. Grandes mestres cantando os grandes mestres, vai ser imperdível! Nata Forrozeira 2019 vai entrar para a história!!!

Saudosos

2019 marca o centenário de Jackson do Pandeiro, que ao lado de Luiz Gonzaga, foi um dos principais responsáveis pela nacionalização de canções nordestinas

Paraibano, de Alagoa Grande, José Gomes Filho ficou conhecido como Jackson do Pandeiro, o rei do ritmo. Os forrozeiros que conhecem bem as canções dele e importância para a música brasileira celebram o centenário de nascimento de um dos grandes mestres do forró, que veio ao mundo em 31 de agosto de 1919 e nos deixou no início da década de 1980.

José Domingos de Morais, nosso amado Dominguinhos, Nasceu em Garanhuns/PE. De uma família de 16 irmãos ingressou no meio musical sob influência do pai, Mestre Chicão, conhecido sanfoneiro e afinador do instrumento.  Aos seis anos de idade aprendeu a tocar e começou a se apresentar em feiras livres e portas de hotéis em troca de algum dinheiro junto com dois de seus irmãos, Moraes e Valdomiro, formando o trio Os Três Pinguins. No início da formação, tocava triângulo e pandeiro. Praticava o instrumento por horas a fio e tornou-se o ‘Neném do Acordeon’. Teve em sua formação musical influências de baião, bossa nova, choro, forró, xote e jazz. O encontro com Luiz Gonzaga mudou sua vida.

A história do mestre forrozeiro impressiona pela imensa quantidade de sucessos e a maestria com que dominava a sanfona. Ele está entre os grandes mestres do forró homenageados na edição deste ano do Nata Forrozeira. Dominguinhos faleceu em 23 de julho de 2013, aos 72 anos em São Paulo. 

Luiz Gonzaga do Nascimento nasceu em 13 de dezembro 1912, na cidade de Exu/PE e faleceu em Recife, no dia 2 de agosto de 1989. Foi um compositor e cantor brasileiro. Conhecido como o Rei do Baião, foi considerado uma das mais completas, importantes e criativas figuras da música popular brasileira. Cantando acompanhado de sua sanfona, zabumba e triângulo, levou para todo o país a cultura musical do nordeste, como o baião, o xaxado, o xote e o forró pé de serra. Suas composições também descreviam a pobreza, as tristezas e as injustiças de sua árida terra, o sertão nordestino.

Admirado por músicos como Dorival Caymmi, Gilberto Gil, Raul Seixas, Caetano Veloso, Luiz Gonzaga ganhou notoriedade com as antológicas canções Asa Branca (1947), Seridó (1949), Juazeiro (1948), Forró de Mané Vito (1950) e Baião de Dois (1950).

Alagoano, de Rio Largo, Erivan Alves de Almeida ficou conhecido no Brasil inteiro como Zinho, o mestre do forró, apelido que ganhou do rei do baião, Luiz Gonzaga. Cnseguiu fazer sucesso e ter o seu trabalho reconhecido ainda na década de 80.

São deles composições que caíram no gosto popular e, até hoje, ainda estão na ponta da língua de todo mundo: ‘…dancei com documento na mão…’, ‘…ai ai, meu bem, por isso eu não te troco por ninguém… Mas antes de começar carreira solo, o artista participou, por oito anos, do famoso grupo ‘Os Três do Nordeste’, de Campinha Grande. Para conseguir ser selecionado para a vaga de vocalista, ele contou com a ajuda do radialista Romildo Freitas, que à época, apresentava um programa de forró e conhecia a maior parte dos músicos que tocava o tradicional forró pé-de-serra.

No seu disco ‘Murro em ponta de faca’, Zinho trouxe participações ilustres, a exemplo de Dominguinhos, Amelinha e Luiz Gonzaga, que morreu um ano depois.

Nem depois de ter sofrido um grave acidente de carro, em 2006, que tirou parte dos movimentos de uma das suas mãos, Zinho desistiu do forró. Mesmo com dificuldade na coordenação motora, ele conseguiu ser também um dos maiores triangulistas do pé-de-serra.

Durante a carreira solo, Zinho também fez participações em álbuns gravados por outros artistas que, tanto quanto ele, cantam o forró: ‘Fruto’, de Elba Ramalho, e ‘Forró de cabo a rabo’, que foi promovido pelo Centro Cultural Banco do Brasil.

Mestre Zinho faleceu no final de janeiro de 2010.

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